10 de out. de 2013

Deficiência ainda precisa de inclusão social

Publicado em Divulgação científica
23 de agosto de 2013
Muitas são as dificuldades que pessoas com diferentes deficiências encontram em seu dia a dia. Por isso, na tentativa de informar e esclarecer algumas dúvidas, vários voluntários se propõem a ajudar essas pessoas e os obstáculos que seus familiares enfrentam.
Em 1987, a “Família Down” foi criada em busca do apoio de familiares que enfrentam a situação. A entidade auxilia a inclusão de pessoas com a síndrome na sociedade, além de dar apoio aos pais que estão esperando filho com a síndrome. Desta forma, o trabalho é realizado com o empréstimo de livros, troca de experiências e até mesmo visitas a casas e hospitais esclarecendo dúvidas sobre o assunto.
Inclusão Social
Ilustração: Bruna França
Segundo Luzia Zoline, uma das fundadoras da “Família Down”, muitos são os desafios para os portadores da síndrome. Um deles é o envelhecimento dessas pessoas. “Muitos estão vivendo mais, os pais morrem e não tem ninguém para cuidar. Já estamos vivenciando isso e precisamos de um centro de convivência para essas pessoas”, adverte Luzia.
Assim como para os portadores da síndrome de Down, há também vários tipos de dificuldades para a população surda. De acordo com a jornalista Regiane Garcêz, que também é intérprete da Língua Brasileira de Sinais (Libras) e doutoranda da UFMG sobre o assunto, a principal barreira que o surdo sofre no país é a comunicacional. Segundo ela, há um despreparo dos serviços públicos. “Surdos não têm intérpretes de libras para ir ao médico, para participarem de atividades culturais e nem para usufruírem de serviços como o de banco”, explica.
Com a ideia inicial de montar um catálogo que oferecesse informações sobre serviços e comércio específicos para pessoas com deficiência em Belo Horizonte, e que fosse também um guia de lugares acessíveis (bares, restaurante, teatros), o casal Gilberto Porta e Telma Oliveira, ambos deficientes físicos, criou o Blog BH Legal. A plataforma virtual também serve como espaço para a troca de experiências, sendo hoje referência para esses públicos.
Pouco a pouco mudanças estão acontecendo e os instrumentos e tecnologias para o uso dos deficientes se modernizam, mas o fato é que muitos avanços ainda precisam ser feitos para melhorar a acessibilidade em espaços públicos e privados, como mais ônibus com elevador e cuidado com as calçadas.
Na avaliação do professor Mauro Ivan Salgado, professor do Departamento de Cirurgia da Faculdade de Medicina da UFMG, é a consciência sobre a realidade da deficiência que mais deixa a desejar. “A barreira mais difícil que existe é a barreira humana, da falta de gentileza, falta de cuidado e atenção para lidar com essas pessoas”.
Fonte: Divulgação Científica.